Era algum momento no início de 2012 e eu tinha ido na casa do meu grande amigo Maycow para passar o dia jogando videogame. Em algum momento do dia (ou já era noite? Não me lembro direito!) eu me vi aprendendo a jogar um jogo de cartas que eu tinha memória de já tinha visto vários anos antes, em contra-turno no colégio em que eu estudava, alguns meninos jogando: Magic The Gathering.
E ali, despretensiosamente, algo despertou em mim. Como nos planewalkers do jogo, minha centelha havia se acendido.
Algum tempo depois eu estava comprando em uma das Livrarias Curitiba, junto com meu amigo Lennon, primo do Maycow, o meu primeiro deck, era de uma caixa do Duel Decks: Venser vs. Koth, ele ficou com o deck do Venser, um azul e branco, e eu fiquei com o do Koth, um vermelho.
Muito rapidamente eu estava aprendendo o que cada cor tinha de especial e quais estratégias eu gostava mais. Ah, e abrindo boosters, sentindo aquele cheirinho único das cartas recém abertas.
Minha coleção de Magic em 2012
Naquela época eu não tinha ideia do que eram os formatos diferentes do jogo, o que era o Meta ou quem eram os jogadores do Magic competitivo. Assim como no RPG, eu comecei de forma meio artesanal, bem no clássico do Magic na mesa da cozinha, sem sleeves ou qualquer tipo de proteção para as cartas (sendo bem sincera, eu nem sabia que isso existia hahaha). O meu negócio era montar meus decks com o que eu tinha, comprar um booster de vez em quando e ver o que vinha, se alguma cartinha ia ser útil para um dos meus decks. Mesmo hoje, quase 15 anos depois, esse jeito de montar decks ainda é a forma como eu mais gosto de fazer. Hoje eu compro singles pra melhorar meus decks, pesquiso estratégias e interações interessantes, mas ainda assim gosto muito de experimentar com o que eu tenho e ver o que pode sair dali.
Não me lembro exatamente como, mas fui espalhando a palavra do multiverso de Magic para o pessoal do meu trabalho e passamos a jogar na hora do almoço, criando a nossa comunidade ali. Só fui em uma lojinha jogar depois da pandemia, já aqui em Florianópolis e meu primeiro pré-release foi só no ano passado, na coleção Aetherdrift. Boa parte da minha jornada foi em um Magic bem casual, num for fun que hoje pode se encaixar em algo tipo o formato Modern, mas que ainda era diferente. E isso é uma das coisas que eu gosto bastante em hoje jogar Commander, o formato tem uma dinâmica que atende pessoas que gostam de várias coisas diferentes no jogo, seja algo mais competitivo, seja algo mais casual, seja quem gosta de decks temáticos, seja quem gosta de otimizar as estratégias ao máximo.
Eu sou do "grupinho do casual" e é sobre isso que eu vou falar por cá. Compartilhar como eu crio meus decks, cartinhas que eu gosto, curiosidades e histórias que vivi nesse mundinho de papelão colorido. Compre suas sete cartas iniciais e venha viajar por entre planos comigo!
Lara Labs